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domingo, 10 de julho de 2011

QUEBRANDO OS PARADIGMAS

Por Hermes C. Fernandes

Jesus tem muitos admiradores, porém, poucos discípulos. Tem muitos adoradores, mas poucos seguidores. Muitos chamados, poucos escolhidos.

Seguir Jesus é muito mais do que aceitar um dogma, é dispor-se a quebrar paradigmas que vêm formatando nossa civilização por milênios. 

Quero destacar aqui três destes paradigmas:
# Comparação 

 # Competição 

 # Concentração


Nossa sociedade está alicerçada sobre este tripé. Ele é, por assim dizer, a trindade comportamental que forma nosso Ego. 

Para que o Reino de Deus seja estabelecido entre os homens, há que se fazer uma limpeza no terreno antes de lançar seus fundamentos. Estes paradigmas têm que ser removidos para dar lugar a novos paradigmas, que por sua vez são centrados em Deus e no semelhante, e não no indivíduo em si.

Em lugar da comparação, complementação. Ninguém é melhor ou pior do que o outro. Se Deus desse a todos os mesmos dons e aptidões, tornaríamos como ilhas auto-suficientes. Em vez disso, Deus distribuiu dons da maneira como Lhe aprouve, para que aprendêssemos a depender uns dos outros. Portanto, é perda de tempo ficar fazendo comparações. Se sou melhor em algo, isso não me dá o direito de vangloriar-me. Certamente alguém é muito melhor do que eu em alguma outra coisa. Devemos sim, complementar uns aos outros. Se naquilo em que sou fraco, você é forte, devemos dar os braços e caminhar juntos. Meus dons não me fazem superior àquele que não os recebeu, mas me fazem seu servo. Deus confiou-os a mim para que os usasse em benefício comum. Da mesma maneira, não devo invejar aquele que recebeu o que me falta. Devo enxergá-lo como alguém a quem Deus confiou algo para me complementar. 

É da comparação que surge a competição. Queremos provar para todos o quanto somos bons e melhores do que outros. Porém, se nos livrarmos do paradigma da comparação, o paradigma da competição ficará orfão. Se nos complementamos, logo, o lugar da competição será cedido à cooperação. O que somos afetará a maneira como operamos. Somos todos dependentes uns dos outros, e por isso, devemos co-operar, trabalhar em conjunto visando um bem comum. 

E quanto ao fruto deste trabalho? Numa sociedade competitiva, o fruto deve ser concentrado nas mãos de quem produz. Mas em uma sociedade cooperativa, o paradigma da distribuição dos frutos deixa de ser a concentração para ser acomunhão. Foi isso que a igreja primitiva experimentou. Todos tinham tudo em comum. 

Não cabe ao Estado distribuir igualmente os bens entre seus cidadãos. É a consciência transformada pela graça que deve levar os cidadãos do reino a reconhecerem que tudo quanto Deus lhes proporcionou deve ser partilhado com os demais. Se não derrubarmos antes os paradigmas da comparação e da competição, jamais nos disporemos a abrir mão do ‘sagrado’ direito de concentrar bens. Por isso a sociedade é tão injusta. Seus alicerces estão carcomidos pelo egoísmo humano. 

Comunhão não é algo que se impõe, nem por autoridades eclesiásticas, nem por autoridades civis. Os crentes primitivos só se dispunham a compartilhar seus bens entre a comunidade porque “era um o coração e alma da multidão dos que criam”(At.4:32a). Portanto, não havia lugar para competitividade ou mesmo para comparações.

Quando estes sentimentos começaram a brotar, Paulo, o apóstolo, os combateu com veemência, chegando mesmo a implorar para que não permitissem que eles comprometessem a unidade original dos crentes (1 Co.1:10). Dirigindo-se aos coríntios, Paulo os acusa de serem carnais, e justifica: “Pois havendo entre vós inveja e contendas, não sois carnais, e não andais segundo os homens?” (1 Co.3:3). “Inveja” e “contendas” nada mais são do que os velhos paradigmas que têm guiado a humanidade por longas eras. Só há inveja onde haja comparação (A grama do vizinho sempre parece mais ver que a nossa). Só há contendas onde haja competição (Vamos tirar a prova e ver quem é melhor, ou quem tem a razão!).

Em posse de novos paradigmas, Paulo detona aquela fortaleza espiritual que insistia em manter-se de pé entre os cristãos de Corinto:

“Afinal de contas, quem é Paulo, e quem é Apolo, senão ministros pelos quais crestes, e isto conforme o que o Senhor deu a cada um? Eu plantei, Apolo regou, mas Deus deu o crescimento. Pelo que, nem o que planta é alguma coisa, nem o que rega, mas Deus, que dá o crescimento. Ora, o que planta e o que rega são um, e cada um receberá o seu galardão segundo o seu trabalho. Pois somos cooperadores de Deus; vós sois lavoura de Deus e edifício de Deus” (1 Co.3:5-9).

Quanta sensibilidade há neste texto paulino! Quanta humildade. Paulo deixa claro que não estava numa disputa com Apolo pela primazia daquela igreja. Eles não eram rivais, mas cooperadores. Em vez de inveja, o que havia era reconhecimento à importância do outro. Em vez de contendas, trabalho conjunto. 

Infelizmente, parece que a igreja ainda não conseguiu virar esta página, e vem recapitulando o mesmo erro dos coríntios por séculos. Urge levantar-se uma nova geração de cristãos comprometidos com os paradigmas do reino, que desprezem a feira de vaidades em que se tornou nossos ajuntamentos, e encarnem o modus vivendi de seu Mestre, Salvador e Rei.

quarta-feira, 6 de julho de 2011

CASA ARRUMADA



Casa arrumada é assim:
Um lugar organizado, limpo, com espaço livre pra circulação e uma banda de luz.
Mas casa, pra mim, tem que ser casa e não um centro cirúrgico, um cenário de novela.
Tem gente que gasta muito tempo limpando, esterilizando, ajeitando os móveis, afofando as almofadas...
Não, eu prefiro viver numa casa onde eu bato o olho e percebo logo:
Aqui tem vida...
Casa com vida, pra mim, é aquela em que os livros saem das prateleiras e os enfeites brincam de trocar de lugar.
Casa com vida tem fogão gasto pelo uso, pelo abuso das refeições fartas, que chamam todo mundo pra mesa da cozinha.
Sofá sem mancha?
Tapete sem fio puxado?
Mesa sem marca de copo?
Tá na cara que é casa sem festa.
E se o piso não tem arranhão, é porque ali ninguém dança.
Casa com vida, pra mim, tem banheiro com vapor perfumado no meio da tarde.
Tem gaveta de entulho, daquelas que a gente guarda barbante, passaporte e vela de aniversário, tudo junto...
Casa com vida é aquela em que a gente entra e se sente bem-vinda.
A que está sempre pronta pros amigos, filhos...
Netos, pros vizinhos...
E nos quartos, se possível, tem lençóis revirados por gente que brinca ou namora a qualquer hora do dia.
Casa com vida é aquela que a gente arruma pra ficar com a cara da gente.

Carlos Drummond de Andrade
***
Arrume a sua casa todos os dias...
Mas arrume de um jeito que lhe sobre tempo pra viver nela...
E reconhecer nela o seu lugar.

sábado, 2 de julho de 2011

TESTEMUNHO IRMÃO JONATHAN

Testemunho maravilhoso de vida, jovem Jonathan amigo do cantor Lázaro que nasceu com deficiência mas, que não se deixou vencer pela circunstância. Vale a pena conferir.

Programa educacional de escola sueca quer eliminar diferenças entre meninos e meninas.





Na pré-escola estadual “Egalia”, evita-se o uso de palavras como “ele” ou “ela”. Todos os seus 33 alunos se chamam apenas de “amigos”, não há divisão entre meninas e meninos, nem mesmo no banheiro. 
O programa educacional foi cuidadosamente desenvolvido para certificar-se que as crianças não se enquadram em “estereótipos de gênero”.


Ou seja, não há laços cor-de-rosa ou carrinhos de brinquedo, nada que possa permitir essa distinção na escolar que abriu suas portas ano passado, no distrito liberal de Sodermalm, na capital Estocolmo. Esses alunos entre 1 e 6 anos são um dos exemplos mais radicais dos esforços da Suécia para assegurar igualdade entre os sexos desde a infância.


“A sociedade espera que as meninas sejam sempre agradáveis e bonita e os meninos viris e desinibidos”, diz Jenny Johnsson, 31 anos, um dos professores. “A Egalia lhes dá uma fantástica oportunidade de ser quem eles querem ser.”

Essa neutralidade em relação ao gênero é parte essencial do novo currículo nacional para as pré-escolas, baseada na teoria de que mesmo em um país de mentalidade altamente igualitário, a sociedade dá uma vantagem injusta aos  meninos.

Alguns pais agora temem que as coisas foram longe demais. Essa obsessão com a eliminação do gênero, dizem eles, pode deixar as crianças confusas e despreparadas para enfrentar o mundo fora do jardim de infância.

No Egalia – termo sueco para “igualdade” – meninos e meninas ficam juntos em uma cozinha de brinquedo, usando utensílios de plástico e fingindo cozinhar. Peças de lego e outros blocos de construção são intencionalmente postos ao lado da cozinha, para fazer com que as crianças não estabeleçam qualquer barreiras mentais entre cozinhar e trabalhar na construção.


A diretora Lotta Rajalin enfatiza que a Egalia dá uma ênfase especial na promoção de um ambiente tolerante a gays, lésbicas, bissexuais e transgêneros. De uma estante de livros, ela puxa um livro sobre duas girafas macho que estão tristes por não ter filhos – até que se deparar com um ovo de crocodilo abandonado. Quase todos os livros infantis falam sobre casais homossexuais, mães solteiras e crianças adotadas. Não há “Branca de Neve”, “Cinderela” e outros contos de fadas que fazem a divisão clássica de “mocinho e mocinha”. Mas a escola não nega as diferenças biológicas entre meninos e meninas, por exemplo, as bonecas com que as crianças brincam são anatomicamente corretas.

Os métodos do Egalia são controversos, alguns dizem que se deseja fazer uma lavagem cerebral nos alunos. Mas há uma longa lista de espera para admissão e apenas um casal tirou o um filho da escola até hoje.


“Papéis atribuídos a gêneros diferentes não são problema quando todos são igualmente valorizados”, diz Tanja Bergkvist, um blogueiro de 37 anos , que se tornou uma voz de liderança contra o que ela chama de “loucura de gênero” na Suécia.


De fato, a Suécia tem promovido os direitos das mulheres há décadas, e mais recentemente foi dos pioneiros na Europa a permitir que casais gays e lésbicas legalizassem suas parcerias e adotassem crianças.

Estudos de gênero permeiam a vida acadêmica do país. Bergkvist observou em seu blog que o estado já havia concedido 80.000 dólares para uma bolsa de pós-doutorado que tem como objetivo analisar “a trombeta como um símbolo do gênero.”

Jay Belsky, um psicólogo infantil da Universidade da Califórnia, em Davis, disse não conhecer outra escola como Egalia, e questiona se esse é o caminho certo a seguir. “As coisas que os meninos gostam de fazer – correr e transformar pedaços de pau em espadas – em breve serão reprovados… Assim, a neutralidade de gênero acabará por castrar toda a masculinidade.”

A diretora Rajalin discorda, para ela o mais importante é que as crianças compreendam que suas diferenças biológicas “não significa que meninos e meninas tenham interesses e habilidades diferentes. Trata-se de democracia. é uma luta pela igualdade humana”. 

Nossa Opinião: Deus  desde da criação do mundo fez distinção entre macho e fêmea,(gn 1;27).
Pedro o apóstolo também nos ensina em sua I carta no cap 3;17 que a mulher é o vaso mais frágil. Portanto cabe  a nós como servos de Deus a atentar para sua palavra, e entender que isso não passa de atitudes puramente humanas sem nenhum contexto  bíblico ou educacional.

GRATIDÃO

"Tendo por certo isto: que Aquele que começou a boa obra em minha vida, a aperfeiçoará até o dia de Jesus Cristo''( Fp 1;6)



Gratidão é o tema central da carta de Paulo ao Filipenses, a humildade e a disposição de servir também aparecem nesta que é conhecida como "epístola da alegria''.
Ao escrever para os filipenses paulo faz uma re-leitura dos principais fatos que lhe aconteceram naqueles dias:


" E quero, irmãos que saibam que as coisas que me aconteceram contribuíram para maior avanço do evangelho''(Fp1;12).


De que coisas Paulo estava falando? Será que Paulo falava de coisas materiais? será que era um bom emprego que ele havia conseguido? não! Paulo fora preso, acusado injustamente de rebelião. Em vez de assumir uma postura de vítima diante dos irmãos, ele busca anima-los, apresentando um propósito para aquilo que lhe acontecera. Ele não estava preocupado com os porquês, e sim com os pra quês, ou seja o que ocupava o coração de Paulo não era a prova imediata e sim o propósito divino por trás dela.


"Todas as coisas cooperam juntamente para o bem daqueles que amam a Deus...''


Nosso grande problema é que não conseguimos ser gratos, por não enxergarmos além das circunstâncias como Paulo enxergou, Ele via o propósito de Deus em tudo e em todos:


''Muitos irmãos tomando ânimo com minhas prisões, ousam falar a palavra de Deus com mais confiança, sem medo''(Fp 1;14).


Olhando dessa forma, Paulo percebeu que a sua prisão injusta (provação), estava produzindo frutos na vida dos outros, o evangelho estava ''avançando'' e vidas estavam sendo salvas.
Se você tem padecido por conta das lutas e isso tem te levado ao desânimo, quero te dizer:
''NÃO TEMAS'', Deus tem um propósito em tudo. Renuncie uma mentalidade de vítima, não pergunte a Deus o porquê de nada, e sim  o para quê, seja grato por todas as coisas, pois está escrito:


''Em tudo dai graças, por que esta é a vontade Deus em Cristo Jesus para conosco''( I Ts 5;18).


Em tempo: você não pode mudar o seu passado, mas pode rever seus conceitos, erros e acertos, em busca de um sentido que faça jus aos propósitos de Deus para a sua vida.


Em Cristo, que cumpre hoje, e continuará a cumprir seus propósitos.
Pr. Arnaldo de Almeida

quinta-feira, 30 de junho de 2011

ESTERILIDADE & SOLIDÃO

1 Sm 1: 10-11: “ Ana estava sentindo uma profunda angústia e chorava amargamente, enquanto fazia sua oração ao Senhor. Ana fez este voto: “Senhor dos céus, se olhar para o meu sofrimento e responder à minha oração dando-me um filho, então eu darei esse filho de volta ao Senhor; ele será SEU por todos os dias da sua vida...”  (Bíblia Viva)

A oração de Ana e o resultado trazido por esta oração já é conhecido de muitos, desde pequenos, na escolinha dominical, alguns já vão se familiarizando com alguns personagens e Ana e seu filho Samuel são um destes que enriquecem o rol de pessoas da bíblia que devemos ter como exemplo.

Normalmente associamos a oração de Ana como um modelo a ser seguido por mulheres estéreis e que desejam ter filhos. Entretanto, noto que podemos ir além da esterelidade maternal e assim como Ana tomarmos aquilo que nos amargura e está estéril em nossas vidas e  elevarmos ao Senhor em forma de oração.

Para Ana o sofrimento e a tristeza brotavam de um ventre vazio. Hoje vemos que muito sofrimento e tristeza brotam de corações vazios. Corações sedentos por amor, aceitação, companheirismo e real intimidade, ou seja, aquela intimidade que ultrapassa o nível físico e nos permite compartilhar os verdadeiros e secretos anseios de nosso coração.

Há uma frase há muito tempo sendo dita por inúmeros pensadores de que o mal do século não é a Aids e nem o câncer e sim a solidão. Ao olhar ao meu redor, constato que talvez essa triste afirmação não seja de todo errônea ou enganosa.

Até mesmo no meio cristão, com o surgimento dos mega-templos e mega-ajuntamentos ganhamos em quantidade mas muitas vezes temos deixado completamente de lado o aspecto relacional, tão vital a um cristianismo sadio e verdadeiro.

O que fazermos então diante de um quadro tão cinzento?

Creio que assim como há muito tempo atrás Ana se ajoelhou e elevou ao Senhor toda a dor de sua solidão e amargura, devemos fazer o mesmo hoje.

Encorajo cada solitário, casado ou solteiro, a clamar a Deus. Talvez você precise da companhia de um filho, talvez você ainda precise de um marido/esposa para que o tão sonhado filho possa vir a existir.
Clame ao Senhor, mas não esqueça, assim como Ana, de devolver ao Senhor aquilo que Ele entregar em suas mãos.
Talvez seja um marido, talvez seja um filho, talvez sejam amigos, seja qual for a resposta de Deus ao seu clamor pelo fim de sua solidão. Não tome isso como apenas seu! Aprenda a compartilhar. Entenda que  o clamor de Ana por um filho, não foi apenas um desejo maternal que foi saciado, ela gerou em seu ventre alguém que desde menino ouvia a Deus e que soube marcar sua geração no próprio ambiente seco e religioso no qual foi tão prematuramente inserido.

 Que o seu clamor, produza impacto não somente em sua vida, mas de todos os que te rodeiam e que você possa ser aquele que como Ana, foi abençoado (gerou Samuel), soube cuidar de sua benção (até o seu desmame) e soube devolver ao Senhor a benção requerida (ao levar Samuel ao templo).

No amor do Pai.

Roberta Lima

quinta-feira, 23 de junho de 2011

VIDA APÓS A MORTE

Em Hebreus 9.27 está escrito que aos seres humanos está ordenado morrerem uma vez. Depois disso, vem o juízo. Mas isso não quer dizer que, imediatamente após a morte, as pessoas são levadas a um julgamento. O que acontece entre a morte e o Juízo Final?

Embora a vida após a morte ainda seja um mistério para nós, a Bíblia fornece-nos detalhes importantes a respeito do estado intermediário. Todas as pessoas, ao morrerem — salvas ou perdidas —, ficam sob o controle de Deus (Ec 12.7; Mt 10.28; Lc 23.46). Os salvos em Cristo são levados ao Paraíso, no Céu (Fp 1.23; 2 Co 5.8; 1 Pe 3.22). E os ímpios vão para o Hades (hb. sheol), que não é a sepultura, e sim um lugar de tormentos (Sl 139.8; Pv 15.24; Lc 16.23).

Nos tempos do Antigo Testamento, Paraíso e Hades ficavam na mesma região. Eram separados por um abismo separador intransponível (Lc 16.19-31). Ao morrer, o Senhor Jesus desceu em espírito a essa região e transportou de lá os salvos para o terceiro Céu (cf. Mt 16.18, Lc 23.43, Ef 4.8,9; 2 Co 12.1-4). Quanto aos ímpios, permanecem no Hades (uma espécie de ante-sala do Inferno), o qual não deixa de ser “um inferno”, um lugar de tormentos para a alma (Lc 16.23).

Conquanto, em algumas passagens da Bíblia, o vocábulo grego hades tenha sido traduzido para “inferno”, o Hades e o Inferno final não são o mesmo lugar. O Inferno final é chamado de Lago de Fogo (Ap 20.14,15 [gr. limnem ton puros]); de “fogo eterno” (Mt 25.41 [gr. pur to aiõnion]); de “tormento eterno” (Mt 25.46 [gr. kolasin aiõnion]); e de Geena (Mt 5.22; 10.28; Lc12.5).

Diferentemente do Hades, o Inferno final está vazio. O seu povoamento começará quando Cristo voltar em poder e grande glória e lançar o Anticristo e o Falso Profeta no Inferno (Zc 14.4; Ap 19.20). Em seguida, os condenados do Julgamento das Nações irão para “o fogo eterno, preparado para o diabo e seus anjos”, “o tormento eterno” (Mt 25.41,46). Mais tarde, será a vez do Diabo e seus anjos conhecerem o lugar para eles preparado (Ap 20.10). E, finalmente, após o Juízo Final, todos os ímpios estarão reunidos no Inferno final (Ap 20.15; 21.8).

Em Apocalipse 20.13 está escrito que o mar dará os mortos que nele há. E Jesus também afirmou que “vem a hora em que todos os que estão nos sepulcros ouvirão a sua voz” (Jo 5.28). Onde quer que estiverem, os pecadores ressuscitarão para comparecer diante do Trono Branco. Segundo a Palavra de Deus, a morte (gr.thanatos) e o inferno (gr. hades) darão os seus mortos, os quais, após o
Juízo Final, serão lançados no Lago de Fogo.

O vocábulo “morte”, em Apocalipse 20.13,14, tem sentido figurado. Trata-se de uma metonímia (figura de linguagem expressa pelo emprego da causa pelo efeito ou do símbolo pela realidade), numa alusão a todos os corpos de ímpios, oriundos de todas as partes da Terra, seja qual for a condição deles. Há pessoas cujos corpos são cremados; outras morrem em decorrência de grandes explosões, etc. Todas terão os seus corpos reconstituídos para que, em seu estado tríplice (pleno), espírito + alma + corpo (cf. 1 Ts 5.23), compareçam perante o Juiz.

Entretanto, para que os ímpios compareçam ao Juízo Final em seu estado pleno, acontecerá a reunião de espírito, alma e corpo, os quais se separam na morte. Daí a menção de que “a morte” e também “o inferno” darão os seus mortos (Ap 20.13). Aqui, “inferno” é hades, também empregado de forma metonímica. A “morte” dará o corpo. E o “Hades”, a parte que não está neste mundo físico, isto é, a alma (na verdade, alma + espírito).

Com base no que foi dito acima, podemos entender melhor a frase “a morte e o inferno foram lançados no lago de fogo” (Ap 20.14). Isso denota que os corpos e as almas dos perdidos — que saíram do lugar onde estavam e foram reunidos na “segunda ressurreição”, a da condenação (Jo 5.29b) —, depois de ouvirem a sentença do Justo Juiz, serão lançados no Inferno propriamente dito, o Lago de Fogo.

Segue-se que a frase “a morte e o inferno foram lançados no lago de fogo” tem uma correlação com o que Jesus disse em Mateus 10.28: “Não temais os que matam o corpo e não podem matar a alma; temei, antes, aquele que pode fazer perecer no inferno [geena] tanto a alma como o corpo” (ARA). Ou seja, as almas (“o Hades”) e os corpos (“a morte”) serão lançados no Geena.

E quanto aos que têm morrido salvos, em Cristo? Graças a Deus, nenhuma condenação há para eles (Rm 8.1). Serão julgados também, é evidente, logo após o Arrebatamento da Igreja, mas apenas para efeito de galardão (Rm 14.10; Ap 22.12). Depois da ressurreição dos que morreram em Cristo, nunca mais haverá morte, o último inimigo a ser vencido (1 Co 15.26).

Apesar de já se encontrarem na presença de Deus, os salvos mortos em Cristo ainda não estão desfrutando do gozo pleno preparado para eles. Isso só acontecerá depois da ressurreição (1 Co 15.51). Seu estado agora é similar ao daqueles mártires que morrerão na Grande Tribulação (Ap 6.9-11). Esta passagem e a de Lucas 16.25 indicam que, no Paraíso, os salvos são consolados, repousam, estão conscientes e se lembram do que aconteceu na Terra (Ap 14.13). Contudo, após o Arrebatamento, estarão — no sentido pleno — “sempre com o Senhor” (1 Ts 4.17).

Em 1 Tessalonicenses 3.13 está escrito: “que sejais irrepreensíveis em santidade diante de nosso Deus e Pai, na vinda de nosso Senhor Jesus Cristo, com todos os seus santos”. Isso significa que os santos, de todas as épocas, que estão com o Senhor, no Paraíso, virão com Ele, no Arrebatamento da Igreja. Como assim? O espírito e a alma (ou espírito + alma) deles se juntarão aos seus corpos, na Terra, para a ressurreição, num abrir e fechar de olhos (1 Co 15.50-52).

Consolemo-nos com estas palavras (1 Ts 4.18). Aleluia! “Ora, vem, Senhor Jesus” (Ap 22.20).
http://cirozibordi.blogspot.com/







quinta-feira, 16 de junho de 2011

QUALIDADE DE VIDA

Vivemos dias aonde as pessoas buscam viver cada vez mais e melhor. Seguindo essa tendência
de  bem estar, muito se tem falado sobre os mais variados temas relacionados à saúde  e
qualidade  de vida das pessoas; alimentação, exercícios, prevenção de doenças relacionadas
Ao cigarro, ao sedentarismo, etc. Todo esse esforço é valido,  visando uma longevidade maior.
Meditando sobre isso, me veio a memória o salmo 37, aonde o salmista nos mostra algumas direções muito fortes para que tenhamos essa qualidade de vida a luz de Deus:
‘’Confia no Senhor e faça o bem, habitarás na terra e verdadeiramente serás alimentado.’’( v.3)
Isso é qualidade de vida! Confiar em Deus é o primeiro passo para vivermos bem. Viver bem primeiro com nós mesmo, ( paz interior) e também com o mundo(nosso próximo).
Esse versículo sintetiza todo salmo e nos mostra o quanto é fundamental o fato de confiarmos em Deus e na sua palavra.
Mas sempre que surge a questão de “ confiar em Deus”, surge também a pergunta: o que é confiar em Deus, ou como confiar em Deus?  Acredito que a resposta para essa pergunta segue-se nos versículos seguintes deste salmo, na qual o salmista nos traz como revelação três níveis de relacionamento com Deus, que nos levam a entender um pouco mais sobre confiança. Gostaria de usar como analogia para isso o namoro, o noivado e o casamento para melhor compreendermos a palavra.
‘’Deleita-te no Senhor...’’ (v.4)
Esse é o primeiro nível de um relacionamento que nos leve a confiar em alguém. Deleitar é o mesmo que ter prazer, ou seja, se agradar da companhia de Deus, da sua presença. Não há como avançarmos para níveis maiores de confiança se não há deleite em Deus, se não há prazer nas coisas que pertencem a Ele. “ Alegrei-me quando me disseram: vamos a casa do Senhor (sl 122). “ Quão amáveis são teus tabernáculos, minha alma desfalece pelos teus átrios(sl 84). Quando estamos apaixonados por alguém( namoro) não conseguimos ficar um minuto longe desse amor( sl 42).
‘’Entrega o teu caminho a Ele...’’ (v.5)
Aqui já estamos avançando para um outro nível de relacionamento com o Senhor, quando o namoro amadurece, ele segue em direção a um noivado e esse é concretizado com uma aliança. Aliança fala de fidelidade, que nos levará a uma vida dedicada ao ‘’noivo’’(Jesus), e aos preparativos para o casamento. Como se dedicar? Como se preparar?
‘’Buscai o Senhor enquanto se pode achar...’’(Is 55;6). Neste nível de relacionamento a chave é a oração, é lançar sobre Ele toda nossa ansiedade pois Ele tem cuidado de nós( IPe 5;7), é deixar de lado nosso desespero de querer ‘’ter’’ ou ‘’ser’’ (Mt 6;27-30), e nos entregarmos a Ele em aliança(noivado) e Ele se tornar a  nossa justiça.(Rm 8;31)
                                                    ‘’descansa no Senhor...’’ (v.7)
Descanso é o nível máximo da confiança, é o casamento, o compromisso maior( Hb4;9). Isso fala de paz no coração diante dos problemas e tribulações da vida, pois, aonde à satisfação na presença de Deus e entrega total, não a lugar para o medo(I Jo 4;18). Como Jesus, que andava em amor junto ao Pai, e por conta desse amor não temia; dormiu no barco mesmo em meio à tempestade. E por que dormiu? Por que confiava no amor do Pai, podemos observar que a primeira pergunta feita por ele ao acordar com os gritos dos discípulos foi:
Por que temeis? Não tenha medo ó pequeno rebanho!(Lc 12;32). Deus estabeleceu uma aliança com a humanidade, aliança essa feita através do sangue de Jesus(Mt 26;28), e se você ainda não disse sim para esse convite de casamento com Jesus, hoje é o dia de você dizer sim!
Casa-se com Ele e experimente um tempo novo na sua vida, tempo de paz e de alegria na ‘’confiança’’ Daquele que tudo pode fazer.
Lembre-se qualidade de vida começa com  “C” de confiar em Deus.

Soli deo glori.
Pr. Arnaldo de Almeida


quarta-feira, 15 de junho de 2011

TESTEMUNHO DE VIDA - ANDRESSA

DEVEMOS FAZER O QUE PODEMOS, ENQUANTO TEMOS TEMPO.

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